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Geriatria

com Rodrigo Barros Buksman
Proporcionar cuidados de saúde a idosos é muitas vezes extremamente desafiador. Esses pacientes geralmente possuem múltiplas condições crônicas e apresentam sintomas de maneira atípica. O atendimento a idosos é definido pela complexidade, exigindo que os médicos sejam comunicadores altamente competentes, com conhecimento em ética médica, cuidados sociais e medicina paliativa.
Duração do curso

12 meses

Modalidade

100% on-line

Período de inscrição

Inscrições abertas

Reconhecido pelo MEC

Sobre o curso

Reconhecido pelo MEC

Proporcionar cuidados de saúde a idosos é muitas vezes extremamente desafiador. Esses pacientes geralmente possuem múltiplas condições crônicas e apresentam sintomas de maneira atípica. O atendimento a idosos é definido pela complexidade, exigindo que os médicos sejam comunicadores altamente competentes, com conhecimento em ética médica, cuidados sociais e medicina paliativa. A maioria dos geriatras trabalha em hospitais, lidando com doenças agudas, mas muitos se especializam e atuam consideravelmente em clínicas, na comunidade e em centros de reabilitação periféricos.

A gerontologia acadêmica é uma área em expansão e cheia de oportunidades. As possibilidades de pesquisa vão desde estudos biogerontológicos, que exploram intervenções para modificar ou reverter o curso da fragilidade, até pesquisas aplicadas sobre serviços de saúde, focando em como cuidar melhor de idosos com condições complexas em um setor de saúde e assistência social com recursos limitados.

Rodrigo Barros Buksman

Coordenação

Rodrigo Barros Buksman

Médica intensivista com doutorado pelo Hospital Sírio-Libanês, especialista em ECMO e Terapia Intensiva, atuante no HUCFF e Hospital Quinta D’Or, e coordenadora de comissões na ABTO e no HQD.

Corpo docente

Ana Lúcia Vilela

Ana Lúcia Vilela

Médica geriatra formada pela UFRJ, chefe da Clínica Médica do INTO e geriatra do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro.

Luiz Eduardo Sampaio

Luiz Eduardo Sampaio

Especialista em Clínica Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Geriatria pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Simone Garruth

Simone Garruth

Médica geriatra e paliativista, doutora pela UERJ, coordenadora e docente do INCA e da PUC-RJ.

Virgílio Garcia Moreira

Virgílio Garcia Moreira

Médico geriatra, mestre e doutor em Ciências Médicas pela UERJ, professor e pesquisador do GeronLab, membro da Câmara Técnica de Geriatria do CRM e diretor médico da Longevitat.

Rodrigo Barros Buksman

Rodrigo Barros Buksman

Médica intensivista com doutorado pelo Hospital Sírio-Libanês, especialista em ECMO e Terapia Intensiva, atuante no HUCFF e Hospital Quinta D’Or, e coordenadora de comissões na ABTO e no HQD.

Disciplinas

A disciplina revisita os conceitos fundamentais da biologia celular e da bioquímica, com ênfase nos processos relevantes para a gastroenterologia. São abordados o ciclo celular, a síntese de proteínas e a estrutura e função das membranas celulares. O metabolismo redox e o metabolismo bioenergético são explorados em sua relação com o funcionamento celular e as adaptações fisiopatológicas do sistema digestório. O objetivo é fornecer uma base sólida para a compreensão dos mecanismos moleculares e bioquímicos que sustentam as funções gastrointestinais normais e patológicas.

A disciplina explora os fundamentos da imunologia aplicados ao sistema digestório. São estudados os mecanismos de ativação da resposta imune adaptativa por antígenos e imunógenos, bem como as respostas imune humoral e celular. O conteúdo destaca a importância da interação entre o sistema imunológico e a mucosa intestinal na defesa contra patógenos e no desenvolvimento de doenças autoimunes e inflamatórias gastrointestinais. Essa abordagem visa subsidiar a compreensão dos aspectos imunopatológicos das doenças digestivas e orientar estratégias terapêuticas baseadas na modulação da resposta imune.

A disciplina propõe uma visão abrangente sobre o processo de envelhecimento, seus desafios e implicações no contexto brasileiro. Inicialmente, aborda aspectos epidemiológicos e sociais do envelhecimento, incluindo dados sobre longevidade, as transformações demográficas e o Estatuto do Idoso como marco legal de proteção e garantia de direitos. Em seguida, explora a fisiologia do envelhecimento, destacando as alterações biológicas e funcionais inerentes ao avançar da idade. A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) é apresentada como ferramenta essencial para identificar as necessidades multidimensionais da pessoa idosa e orientar intervenções integradas. A disciplina também enfatiza estratégias de prevenção primária e promoção da saúde, com foco em estilos de vida saudáveis e medidas preventivas para manutenção da autonomia e qualidade de vida. Por fim, aborda a prevenção secundária, com ênfase na detecção precoce e no manejo de condições prevalentes na população geriátrica.

Esta disciplina aborda os principais transtornos neuropsiquiátricos na geriatria e suas implicações clínicas. Apresenta um estudo aprofundado sobre a depressão no idoso, diferenciando-a de outros estados afetivos e considerando aspectos diagnósticos e terapêuticos. Explora o delirium como síndrome aguda de alta prevalência e impacto, enfatizando a importância da identificação precoce e manejo adequado. O curso avança para as demências, com destaque para a Doença de Alzheimer em suas fases iniciais e avançadas, além de outras demências de importância clínica, como as vasculares e frontotemporais. São discutidos ainda distúrbios comuns como insônia e ansiedade, que afetam significativamente o bem-estar do idoso. A disciplina inclui o manejo de sintomas neuropsiquiátricos, considerando intervenções farmacológicas e não farmacológicas, e busca capacitar o profissional para o cuidado integral da saúde mental na velhice.

A disciplina foca nas principais alterações físicas e síndromes geriátricas que comprometem a funcionalidade e a qualidade de vida do idoso. Inicia-se com o estudo da sarcopenia e da síndrome da fragilidade, discutindo mecanismos fisiopatológicos, estratégias de diagnóstico e intervenções para prevenir e tratar a perda muscular e o declínio funcional. A osteoporose e as quedas são abordadas como problemas interligados, com ênfase em medidas de prevenção e reabilitação. São discutidos também a osteoartrite e suas repercussões no cotidiano do idoso, além de aspectos endocrinológicos relacionados à menopausa e andropausa, com suas implicações clínicas e terapêuticas. A disciplina integra conhecimentos teóricos e práticos, visando preparar o profissional para a atuação na manutenção da autonomia e redução de incapacidades no envelhecimento.

Esta disciplina reúne temas relevantes e complexos no cuidado geriátrico, proporcionando uma visão integrada e crítica das particularidades clínicas nesta faixa etária. Aborda a iatrogenia e a polifarmácia como desafios centrais, discutindo estratégias para prescrição segura e racional. Explora condições prevalentes como imobilidade, incontinência urinária e fecal, diabetes e disfunções tireoidianas, considerando suas peculiaridades em idosos. O módulo de cardiogeriatria analisa as principais doenças cardiovasculares e suas abordagens terapêuticas. Aspectos nutricionais são detalhados, com ênfase na prevenção de desnutrição e na adequação dietética individualizada. A antibioticoterapia e a anticoagulação são discutidas em seus riscos e benefícios, considerando a vulnerabilidade do paciente geriátrico. O curso visa capacitar o profissional para reconhecer e manejar essas condições de forma humanizada e baseada em evidências.

A disciplina trata dos cuidados em saúde na fase final da vida, com enfoque em cuidados paliativos e manejo da finitude. Apresenta conceitos fundamentais e o panorama legislativo brasileiro, incluindo diretivas antecipadas de vontade. São abordadas técnicas de comunicação em situações difíceis, fundamentais para o acolhimento do paciente e de sua família. O controle de sintomas é discutido em detalhes, com estratégias para o alívio do sofrimento físico e psíquico, contemplando falências orgânicas e intervenções como extubação e sedação paliativa. Aspectos psicossociais, espirituais e familiares são integrados à prática assistencial, reconhecendo o luto como processo complexo que também demanda atenção. A disciplina busca preparar o profissional para oferecer um cuidado integral, ético e compassivo ao paciente idoso em fim de vida, promovendo dignidade e conforto.

A disciplina introduz os conceitos fundamentais da metodologia científica, com o objetivo de capacitar o aluno para a leitura crítica e a produção de conhecimento em gastroenterologia e áreas correlatas. São apresentados os princípios básicos do método científico, abordando a construção de hipóteses, definição de objetivos e delineamento de estudos. Em seguida, o curso explora os principais conceitos da pesquisa clínica, incluindo tipos de estudos, critérios de evidência e análise de resultados, destacando aspectos éticos e regulatórios. O conteúdo também orienta sobre como interpretar artigos científicos, com ênfase em leitura crítica, análise de metodologia e avaliação de validade interna e externa. Ao final, o aluno estará apto a compreender e aplicar os fundamentos da pesquisa científica no contexto clínico e acadêmico, favorecendo o raciocínio baseado em evidências e o desenvolvimento de habilidades para produção e comunicação científica.

Esta disciplina propõe uma reflexão filosófica sobre a estrutura fundamental da realidade, visando fornecer subsídios conceituais para a compreensão da pessoa humana e da prática médica. Aborda a distinção entre substância e acidentes, a essência e o ato de ser, bem como os princípios de ato e potência e o conceito de movimento na tradição aristotélico-tomista. São discutidas as quatro causas (material, formal, eficiente e final) e o hilemorfismo como explicação da realidade composta. Os transcendentais do ser e a noção de causa primeira (Deus) completam o percurso teórico. O estudo desses conceitos oferece ao aluno uma visão integrada entre ciência e filosofia, possibilitando o aprofundamento de fundamentos ontológicos aplicáveis à ética, antropologia e prática médica, com destaque para a dimensão metafísica do cuidado à saúde.

A disciplina introduz os fundamentos da antropologia filosófica, explorando a estrutura e dinâmica da personalidade humana. Inicia-se com a análise da experiência sensível, memória, imaginação e senso comum, seguido pela reflexão sobre a experiência da verdade como constitutiva da vida pessoal. São estudadas a natureza e as operações da personalidade, incluindo o amor humano e suas dimensões transformadoras. Também são abordadas as faculdades superiores, com foco no intelecto e na consciência, permitindo uma compreensão mais ampla da liberdade e da responsabilidade humanas. O conteúdo promove o diálogo entre filosofia, psicologia e medicina, oferecendo ao profissional de saúde ferramentas para compreender a pessoa em sua integralidade e orientar práticas humanizadas, com atenção aos aspectos psíquicos, afetivos e espirituais do cuidado.

Esta disciplina oferece uma visão geral dos transtornos mentais mais prevalentes, com foco na identificação, compreensão e manejo inicial em contextos clínicos. Aborda os fundamentos da psiquiatria, desde os critérios diagnósticos até os aspectos biológicos, psicológicos e sociais envolvidos nos transtornos. São estudados os transtornos de ansiedade, depressivos, bipolares e esquizofrenia, com ênfase em suas manifestações clínicas, estratégias de triagem e encaminhamento. O curso fornece subsídios para o reconhecimento de sinais de alerta e para a abordagem humanizada de pacientes com sofrimento psíquico, integrando conceitos básicos de farmacologia e psicoterapia. Destina-se a preparar o profissional para atuar de forma colaborativa com equipes de saúde mental, promovendo cuidados integrais e éticos.

A disciplina discute os principais dilemas éticos contemporâneos relacionados à prática médica e ao contexto familiar. Aborda a “cultura da morte” e os desafios bioéticos decorrentes de avanços tecnológicos e mudanças socioculturais. São analisados outros dilemas éticos comuns na clínica, incluindo decisões sobre início e fim de vida, e a influência de fatores econômicos nas decisões familiares e médicas. O curso enfatiza a reflexão sobre o papel do médico como agente de cuidado integral, considerando valores, crenças e direitos dos pacientes e de suas famílias. O objetivo é desenvolver a capacidade crítica e ética para a tomada de decisão, respeitando a dignidade humana e os princípios fundamentais da bioética.

A disciplina aborda os fundamentos da responsabilidade penal aplicada ao exercício da medicina, capacitando o profissional para reconhecer os limites legais de sua atuação. São analisados crimes contra a saúde pública e crimes próprios do médico, além de elementos centrais da responsabilidade penal, como dolo e culpa. O curso aprofunda-se em situações específicas, como o homicídio culposo e o dolo eventual, discutindo casos práticos e jurisprudências relevantes. O objetivo é fornecer ao aluno uma visão crítica e aplicada sobre os riscos penais inerentes à atividade médica, promovendo uma prática consciente, ética e juridicamente segura.

Esta disciplina apresenta os fundamentos e princípios do Código de Ética Médica, com ênfase na relação médico-paciente e nos direitos e deveres do profissional. São abordados os princípios fundamentais do código em duas etapas, destacando valores como autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. O curso inclui ainda o estudo da publicidade médica, discutindo as normas que regulam a divulgação de serviços e os limites éticos da comunicação profissional. O conteúdo visa formar médicos conscientes de sua responsabilidade ética, capazes de alinhar sua prática clínica às diretrizes legais e morais da profissão.

A disciplina introduz os principais documentos médicos utilizados na prática assistencial e administrativa. São abordados o prontuário médico, receituários, atestados, declarações de óbito, laudos e termos de consentimento, com atenção às exigências legais, éticas e técnicas que os regem. O curso enfatiza a importância da documentação como instrumento de comunicação, registro e defesa do ato médico. O aluno será capacitado a elaborar documentos com clareza, precisão e em conformidade com as normativas vigentes, prevenindo riscos ético-legais e assegurando qualidade no atendimento.

Esta disciplina explora os fundamentos da responsabilidade civil no exercício da medicina, com ênfase na prevenção de litígios e no manejo de demandas judiciais. Aborda os princípios gerais da responsabilidade civil, os pressupostos (culpa, nexo causal e dano) e as distinções entre responsabilidade subjetiva e objetiva. São estudados os tipos de danos (moral, estético, patrimonial, existencial), o termo de consentimento informado e as cláusulas contratuais na prestação de serviços médicos. Casos práticos ilustram situações de erro médico, abusos de direito e excludentes de responsabilidade. O conteúdo visa preparar o profissional para atuar com segurança jurídica e ética, promovendo uma prática clínica baseada na prevenção de conflitos.

Perguntas frequentes

Médicos clínicos gerais, médicos recém formados, médico da saúde da família, médicos neurologistas e médicos de outras especialidades.

A gerontologia acadêmica é uma área em expansão e cheia de oportunidades. As possibilidades de pesquisa vão desde estudos biogerontológicos, que exploram intervenções para modificar ou reverter o curso da fragilidade, até pesquisas aplicadas sobre serviços de saúde, focando em como cuidar melhor de idosos com condições complexas em um setor de saúde e assistência social com recursos limitados.

A medicina geriátrica vive um momento empolgante, com excelentes oportunidades para consultores, que atualmente têm maior disponibilidade de vagas do que em muitas outras especialidades médicas. Novas subespecialidades estão surgindo, e outras áreas da medicina começam a reconhecer o valor que um geriatra pode agregar, especialmente diante do aumento de pacientes idosos com doenças crônicas complexas. Isso tem levado ao desenvolvimento de funções colaborativas, incluindo a atuação ao lado de equipes cirúrgicas para atender idosos em procedimentos eletivos ou de emergência.

Além disso, geriatras estão cada vez mais presentes em serviços de atendimento agudo e nos Departamentos de Emergência. O serviço público e privado – além de programas próprios de Planos de Saúde – também incentiva o cuidado integrado na comunidade, criando oportunidades significativas para geriatras atuarem fora do ambiente hospitalar.

As formas de pagamento são cartão de crédito, pix, boleto e pix + cartão.

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